Opinião

Adriana Temporão

Não são perceções: são vidas

O relatório anual da Associação de Apoio à Vítima (APAV), publicado no dia 19 de fevereiro, revela que no distrito de Viana do Castelo houve um aumento de 43% no número de vítimas de violência doméstica em 2025, o maior aumento registado no país.

Tomé Pinto

Cinema sem público. Público sem cinema

Porque o entretenimento, se continuar a ser tratado como um luxo secundário, acabará por desaparecer aos poucos, sem ninguém se queixar, até darmos por nós a vivermos em autênticos dormitórios periféricos, e a termos de nos deslocar quilómetros para poder ver um filme de super-heróis enquanto comemos pipocas.

Joana Armas

Viana sem Eixo Cultural

E, no entanto, há pessoas que insistem, que dão mais uma chance, que incentivam para que a semente plantada possa alguma vez crescer, mas, uma vez mais, e outra, e outra, não passa de um vislumbre, até porque a Câmara dedica mais atenção aos avisos de trânsito nas suas redes sociais ou outdoors, do que a qualquer iniciativa de cultura local!

  • O Bloco de Esquerda considera que o desinvestimento na linha do Minho, com estações sem funcionários e casas de banho encerradas, horários desajustados, é o reflexo da ausência de uma estratégia clara para valorizar esta ligação essencial para o Alto Minho e para a mobilidade regional, nacional e internacional.

  • O Bloco de Esquerda considera que o desinvestimento na linha do Minho, com estações sem funcionários e casas de banho encerradas, horários desajustados, é o reflexo da ausência de uma estratégia clara para valorizar esta ligação essencial para o Alto Minho e para a mobilidade regional, nacional e internacional.

    Foi recentemente noticiado o encerramento da unidade de Lanheses e, subsequente, despedimento coletivo de 68 trabalhadores, situação que causa profunda preocupação quanto ao impacto social e económico na região. Num território onde a estabilidade laboral é determinante para a coesão social e fixação de população, esta decisão afeta não apenas a economia local, mas também dezenas de famílias e trabalhadores qualificados que contribuíram para afirmar Viana do Castelo como referência nacional nas energias renováveis.
    O Bloco de Esquerda manifesta a sua solidariedade com os trabalhadores e considera alarmante a sucessão de despedimentos coletivos e encerramentos de empresas no Alto Minho nos últimos anos.
     

    O Bloco de Esquerda expressa extrema preocupação com o aumento contínuo e expressivo dos pedidos de apoio registados pela APAV, uma vez que estes revelam agravamento de fenómenos de violência sobre as mulheres em Portugal e da insuficiência das respostas públicas. O crime de violência doméstica é o crime mais praticado em Portugal, e segundo a Direção-Geral da Política de Justiça, na nota imitida, no dia 20 de fevereiro, entre os anos 2000 e 2024, registou-se uma diminuição da taxa de criminalidade e um aumento da proporção de mulheres no conjunto dos lesados/ofendidos.

    O Bloco de Esquerda considera que numa fase particularmente exigente não é compreensível, nem aceitável que instrumentos estruturantes de proteção civil permaneçam desatualizados. A realidade atual impõe planeamento rigoroso, capacidade de antecipação e revisão permanente dos mecanismos de resposta

    A prevenção é a primeira linha de defesa em qualquer política séria de proteção civil. Ignorar a necessidade de atualização de um instrumento desta importância é, no mínimo, uma irresponsabilidade de consequências imprevisíveis.

    O Bloco de Esquerda defende que o combate a estas situações deve passar prioritariamente por políticas públicas de prevenção, com um reforço da intervenção do Estado e das autarquias, tanto na regulação do mercado da habitação como no apoio às famílias antes de estas atingirem situações-limite.

    Para o Bloco de Esquerda, deveríamos estar a caminhar para um reforço dos cuidados de saúde, com infraestruturas de qualidade e capazes de responder às populações. Este tipo de ocorrência evidencia a urgência de investimentos na infraestrutura de saúde, para garantir condições dignas e seguras tanto para os utentes quanto para os profissionais. 

    O Bloco de Esquerda condena firmemente a decisão do executivo autárquico do PSD e denuncia este ataque à cultura enquanto motor de transformação social, coesão territorial e desenvolvimento. Esta opção política revela uma direita incapaz de reconhecer o valor da cultura do povo e o seu papel na construção de comunidades vivas e sustentáveis. Solidarizamo-nos com a equipa organizadora do MDOC, a AO NORTE, bem como a população de Melgaço, e comprometemo-nos a reunir com a AO NORTE para avaliar todas as formas possíveis de apoiar esta luta pela cultura e pela dignidade do interior. A cultura não é um luxo: é um direito e uma necessidade.

    O Bloco de Esquerda apresenta o que será a primeira de muitas sessões onde vamos explorar temas básicos que fazem parte das nossas lutas.

    Ambas as propostas do Bloco, lutas antigas feitas em conjunto com os profissionais e com as comunidades locais, são vitórias para todo o Alto Minho. No entanto, lamentamos a dualidade de reações entre o que os partidos dizem e prometem localmente e o que sentido de voto no parlamento, sem qualquer justificação às pessoas do Alto Minho.