Bloco reuniu com a associação de pescadores de Vila Praia de Âncora

Se o segundo objetivo parece cumprido, o desassoreamento do porto ficou pela metade, não sendo cumpridos os objetivos quanto às cotas de profundidade, quer na barra quer nos cais de acostagem, o que leva a que a barra de Vila Praia de Âncora esteja encerrada durante muitos dias do ano. Muitos destes dias apresentam condições climatéricas adequadas para a pesca, mas os pescadores não conseguem sair para o mar, ficando impedidos de trabalhar e de ter acesso às capturas de pescado a que têm direito, com todas as consequências negativas para um setor que emprega perto de 400 trabalhadores.
Neste sentido, o candidato do Bloco de Esquerda, Luís Louro acha inacreditável como os sucessivos governos ainda não avançaram com uma intervenção de raiz no porto e que o desassoreamento não seja contínuo ou eficaz para permitir que os pescadores possam sair em segurança para o mar.
Por último, não se compreende, por isso, a concessão sistemática dos serviços de dragagens a privados que lucram milhões de euros com a necessidade frequente de dragagens no país que poderão não ter as mesmas preocupações ambientais que o Estado deve ter. O Bloco de Esquerda entende que a resposta para esta problema é óbvia: é necessária a criação de uma empresa pública de dragagens e compensar os pescadores de Vila Praia de Âncora pelos danos que a situação do porto lhes provoca.