Bloco questiona governo sobre a ausência de condições de desembarque na linha ferroviária do Minho

Diariamente, existem dois comboios Intercidades da CP que ligam diretamente Lisboa (Santa Apolónia) a Valença do Minho, no distrito de Viana do Castelo, identificados pelos números 730 e 731. Estes comboios percorrem o eixo Norte, oferecendo uma ligação direta entre a capital e o Alto Minho, parando em várias estações. No Alto Minho, os comboios param em Viana do Castelo, Âncora-Praia, Caminha, Vila Nova de Cerveira e Valença.
Chegou ao conhecimento do Bloco de Esquerda que nas estações depois de Nine (Vila Nova de Famalicão), os comboios Intercidades não conseguem ficar totalmente acomodados na extensão da plataforma das estações, obrigando os passageiros a sair em zonas sem condições adequadas e a deslocarem-se para a primeira carruagem como única forma de evitar sair do comboio fora da zona apropriada.
Esta situação obriga as pessoas, muitas delas com bagagem, crianças ou mobilidade reduzida, a circularem em condições manifestamente inseguras e indignas, caminhando por zonas adjacentes à linha até conseguirem alcançar a plataforma.
No dia 23 de fevereiro, no comboio intercidades proveniente de Valença, muitos passageiros foram obrigados a atravessar a linha a pé na estação de comboios de Viana do Castelo. Segundo a Infraestruturas de Portugal (IP), houve uma troca inesperada de plataforma e a composição foi recebida na Linha I quando deveria ter dado entrada na Linha III.
O Bloco de Esquerda considera que o desinvestimento na linha do Minho, com estações sem funcionários e casas de banho encerradas, horários desajustados, é o reflexo da ausência de uma estratégia clara para valorizar esta ligação essencial para o Alto Minho e para a mobilidade regional, nacional e internacional.
No documento entregue na Assembleia da República, o deputado do Bloco de Esquerda pretende saber se estão previstas intervenções para adequar o comprimento das plataformas às dimensões das composições do Intercidades e em que prazo.