Catarina Martins questiona Comissão Europeia sobre prazo da ligação TGV Porto–Vigo

A ligação ferroviária de alta velocidade entre Porto e Vigo é considerada estratégica para a mobilidade transfronteiriça no Noroeste da Península Ibérica, cuja conclusão está prevista para 2032.
O Presidente da Xunta da Galiza, Alfonso Rueda, declarou recentemente que aquela ligação ferroviária deverá estar concluída apenas em 2038, apontando esse como o horizonte temporal previsto. Em contrapartida, o Secretário-Geral do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, Xoán Mao, tem manifestado preocupação quanto à ausência ou insuficiência de estudos técnicos que sustentem as declarações daquele, acusando-o de dizer “asneiras e mentiras”.
Perante estas declarações contraditórias e face à urgência de assegurar a mobilidade transfronteiriça entre Porto e Vigo, Catarina Martins questiona a Comissão Europeia sobre qual o calendário indicativo definido ao nível europeu para a ligação TGV entre Porto e Vigo que conta com o apoio de fundos europeus do Mecanismo Interligar a Europa (CEF) e do Banco Europeu de Investimento (BEI); se a Comissão Europeia está a acompanhar a articulação entre Portugal, Xunta da Galiza e o Governo do estado espanhol no desenvolvimento deste projeto; e que avaliação faz a Comissão quanto ao impacto de um eventual adiamento para 2038 nos objetivos de coesão territorial, mobilidade sustentável e descarbonização na Eurorregião Galiza–Norte de Portugal.
O Bloco de Esquerda reafirma o seu apoio à concretização célere da ligação ferroviária de alta velocidade entre Porto e Vigo, considerando-a uma infraestrutura estruturante para a coesão territorial, o desenvolvimento económico sustentável e a transição climática na Eurorregião. O Bloco entende que qualquer atraso injustificado compromete metas ambientais e limita o direito à mobilidade das populações, defendendo por isso transparência no processo, rigor técnico nas decisões e uma articulação efetiva entre os governos envolvidos e as instituições europeias, de modo a garantir o cumprimento dos prazos e a plena utilização dos fundos comunitários disponíveis.